![]() **O Amor do Vento**
O amor do vento é um sussurro suave, uma brisa que acaricia a pele e provoca arrepios. Ele não se vê, mas se sente em cada folha que dança, em cada folha que se desprende da árvore para flutuar em liberdade. É um amor etéreo, leve como plumas, que se infiltra nas frestas do coração e traz consigo o perfume das flores do campo.
Quando o vento sopra forte, é como se as emoções se agitam, as palavras não ditas ganham vida e os sentimentos ocultos emergem como tempestades. O amor do vento é imprevisível; ele pode ser um afago gentil ou um furacão devastador. Ele leva consigo promessas de encontros e desencontros, de risos e lágrimas.
Numa tarde ensolarada, o vento traz consigo a lembrança de um olhar trocado, de mãos entrelaçadas sob o céu azul. É a memória de um beijo roubado à sombra de uma árvore antiga, onde o tempo parece ter parado. O amor do vento é feito de instantes efêmeros que se eternizam na alma.
Mas há também as noites frias, quando o vento uiva como um lamento. Ele carrega consigo a solidão e a saudade, lembrando que o amor pode ser tão fugaz quanto as nuvens que passam. É nos momentos de silêncio que escutamos sua canção melancólica, uma balada que ecoa nos recantos mais profundos do ser.
E mesmo assim, o amor do vento nunca deixa de soprar. Ele nos ensina que amar é soltar as amarras e permitir-se ser levado pelas correntes da vida. É confiar na dança dos elementos e na conexão invisível que une corações distantes.
Assim, deixo-me levar por esse amor etéreo, entregando-me ao seu abraço leve. Pois no final das contas, o amor do vento é um convite à liberdade — uma lembrança de que amar é viver em movimento, sempre em busca de novos horizontes e novas histórias para contar. Ana Pujol
Enviado por Ana Pujol em 13/01/2025
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