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O ambiente é austero, com paredes adornadas por quadros de antigos bispos e uma grande mesa de madeira. O bispo, com sua batina escura, está sentado em sua cadeira, olhando para um grupo de fiéis, entre eles D. Maria e Padre Joaquim, que se apresentam com expressões de preocupação. O Bispo com um tom firme: "Venham, sentem-se. É preciso esclarecer algo que tem se espalhado como fogo em palha. A história de Manuel como estigmatizado não passa de uma farsa. D. Maria surpresa e indignada "Mas, Excelência, as chagas dele foram reais! Ele sofreu muito e sempre manteve a fé!" O Bispo interrompendo : "Sofrimento não é sinônimo de santidade, D. Maria. As chagas podem ser o resultado de condições físicas ou psicológicas. Não podemos confundir isso com um milagre divino." Padre JoaJoam tentando intervir " Mas a fé dele inspirou muitos! Ele trouxe esperança a aqueles que estavam perdidos…" O Bispo com voz autoritária: "E essa esperança pode ser perigosa! Precisamos preservar a integridade da nossa fé e da Igreja. Não podemos permitir que pessoas confundam suas experiências pessoais com manifestações divinas." D. Maria olha para Padre Joaquim, buscando apoio. D. Maria com lágrimas nos olhos "Então tudo o que ele passou… tudo o que ele acreditou… não significa nada?" O Bispo com um tom seco "Não é questão de não significar nada, mas sim de manter a verdade sobre o que é sagrado. Acreditar que Manuel foi um estigmatizado é abrir portas para a desordem espiritual." Padre Joaquim com fervor: "Mas Excelência, a fé é algo profundo e pessoal! O que ele viveu tocou o coração das pessoas e trouxe transformação!" O bispo se levanta, sua presença imponente dominando o ambiente e com determinação "E eu sou responsável por guiar essa comunidade na verdade. O que precisamos é de líderes firmes na fé verdadeira, não marionetes de ilusões!" D. Maria respira fundo, tentando conter suas emoções. E desafiadora: "Então devemos ignorar a dor das pessoas? Ignorar a luta de Manuel? Ele pode não ter sido reconhecido por você, mas para nós ele sempre será um símbolo de fé e resistência." O bispo cruza os braços e observa os dois com uma expressão dura. E frio diz " A história verdadeira deve ser contada. E eu farei o que for necessário para assegurar isso. " Com essas palavras, o clima se torna tenso e D. Maria e Padre Joaquim trocam olhares preocupados, sabendo que a luta pela memória de Manuel estava apenas começando.
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Ana Pujol
Enviado por Ana Pujol em 07/12/2024
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