![]() A cidade pulsava com a energia vibrante do Carnaval. As ruas estavam repletas de foliões, o som dos tambores ecoava e as cores das fantasias brilhavam sob o sol. D. Maria e Padre Joaquim, afastados um pouco da agitação, encontravam-se sob um grande pé de árvore, onde podiam ver o desfile à distância. D Maria com um sorriso nostálgico "Olhe para isso, Padre Joaquim! O carnaval sempre trouxe tanta alegria… Mas eu não consigo deixar de pensar nas primeiras chagas de Manuel. Lembro-me como se fosse ontem." Padre Joaquim com um olhar sério " Sim, D. Maria. Aquelas marcas não foram apenas físicas; elas foram o início de uma jornada dolorosa para ele. O sangue que escorreu naquela época parecia levar consigo parte da sua esperança." D. Maria suspirou "E mesmo assim, ele nunca perdeu a fé. Eu me lembro dele sentado na varanda, olhando para o mar, buscando consolo nas ondas… Ele dizia que cada gota de sangue era um testemunho da sua luta e que, por trás da dor, havia uma luz esperando para brilhar." Padre Joaquim pensativo "É verdade. A fé dele era como um fio invisível que o ligava a algo maior. Cada chaga contava uma história de resiliência e esperança. O carnaval pode ser uma celebração da vida, mas também é um lembrete do que superamos." D. Maria observa os foliões dançando alegremente, seus rostos iluminados pela felicidade momentânea. "Às vezes me pergunto se Manuel se sente parte disso tudo… Se ele conseguiu sentir a alegria ao nosso redor, mesmo com suas chagas." Padre Joaquim sorrindo suavemente "Ele sempre estará conosco, D. Maria. As chagas podem ser marcas visíveis, mas elas também são símbolos de amor e fé que transcendem a dor. O carnaval é a celebração da vida, e ele faz parte dessa celebração." D. Maria fecha os olhos por um momento e respira fundo, permitindo que a música envolva seus pensamentos. D. Maria " O Sr. tem razão, Padre Joaquim. Hoje, vamos celebrar não apenas a alegria do carnaval, mas também a força de Manuel e todas as lutas que nos trouxeram até aqui." Com um novo brilho nos olhos, eles se juntam à multidão colorida, deixando-se levar pelo ritmo contagiante do carnaval, levando consigo as memórias e a fé renovada em cada passo. Já se passará um ano da aparição das chagas em Manoel e continuava vivida na mente das pessoas com fé e resiliência.
Ana Pujol
Enviado por Ana Pujol em 07/12/2024
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