![]() D Maria, sentindo um peso no coração após o confronto com o bispo, decidiu que precisava buscar conforto e proteção para seu filho Manoel. Ao chegar em casa, a atmosfera estava carregada de preocupação. O clima tenso da discussão ainda pairava no ar, e ela sabia que Manoel enfrentava desafios maiores do que imaginava. Com o pensamento focado na segurança de seu filho e na força dos orixás, D Maria pegou uma vela e algumas flores que havia colhido em seu jardim. Elas representavam sua fé e a conexão com as forças da natureza. Caminhou lentamente até o barracão, um espaço sagrado onde sempre buscava orientação e proteção. Ao entrar no barracão, a atmosfera muda. O cheiro de ervas e a luz suave da vela criavam um ambiente acolhedor. D Maria se ajoelhou diante do altar, onde imagens dos orixás estavam dispostas com carinho. Com as mãos postas, ela começou a orar: "Oxalá, grande pai, que traz paz e luz. Estou aqui para pedir proteção para meu filho Manoel. Que ele possa encontrar força em sua jornada e que os caminhos sejam abertos diante dele." Ela fechou os olhos e se deixou levar pela energia do lugar. “Iemanjá, mãe das águas, que tu cuides dele como cuidas de todos os filhos teus. Que suas águas purifiquem suas dúvidas e medos.” Enquanto falava, D Maria sentia uma sensação de calma tomando conta dela. Era como se os orixás estivessem ouvindo suas preces e envolvessem Manoel em um manto protetor. A conexão com eles sempre a acalmava, especialmente em momentos de incerteza. Em sua meditação profunda, D Maria começou a visualizar Manoel cercado por uma luz brilhante. Os orixás dançavam ao redor dele, cada um trazendo sua própria energia: Ogum com sua força guerreira, Iansã com sua coragem e determinação. "Que ele tenha a sabedoria para lidar com aqueles que não compreendem sua missão," continuou D Maria, sentindo uma onda de esperança crescer dentro dele. Antes de encerrar sua oração, D Maria fez um pedido especial: "Que meu filho encontre aliados em sua jornada e que nunca lhe falte amor e apoio." Ao apagar a vela, ela sentiu um alívio instantâneo. Tinha certeza de que tinha feito tudo o que podia para proteger Manoel. Saindo do barracão, uma brisa suave soprou pelo espaço, como se os orixás estivessem respondendo ao seu chamado. D Maria voltou para casa com o coração mais leve e a certeza de que Manoel estava sob a proteção divina. Agora era hora de esperar por notícias dele e torcer para que as flores do milagre continuassem a florescer em suas vidas. Ana Pujol
Enviado por Ana Pujol em 06/12/2024
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