Ana Lago de Luz

E na beleza das flores... e nas ondas do mar!

Textos


Salustiano, o médico da aldeia, sempre teve uma abordagem mais humana e acolhedora em relação aos seus pacientes. Ele acreditava que a cura ia além do físico; envolvia também o espírito e a fé das pessoas. Ao entrar no quarto, foi imediatamente tocado pela cena diante dele: a pomba branca ainda estava ali, como um símbolo de esperança para todos.

Com calma e destreza, Salustiano se aproximou de Manoel. “Vamos cuidar dele,” disse ele a Antônio, enquanto começava a limpar a ferida com cuidado. O médico tinha um conhecimento profundo sobre ervas e remédios naturais, e logo começou a preparar uma pomada com ingredientes que trouxera em sua bolsa. “Isso ajudará na cicatrização,” explicou ele, enquanto aplicava o remédio com movimentos suaves.

Depois de tratar a ferida, Salustiano olhou para Antônio e disse: “Precisamos dar algo para ele comer. Um caldo quente pode ser bom para restaurar suas forças.” Antônio concordou, sentindo-se aliviado por ter alguém tão competente ao seu la

Enquanto preparavam o caldo, as notícias sobre o estado de Manoel começaram a se espalhar pela aldeia. Logo, fiéis começaram a chegar em busca de consolo. Eles se lembravam das bênçãos que Manoel havia trazido para suas vidas: suas histórias inspiradoras, sua bondade e sua capacidade de ouvir os problemas dos outros.

“Ele sempre esteve lá por nós,” comentou uma mulher idosa ao entrar no quarto. “Se alguém pode trazer esperança em tempos difíceis, é ele.” As pessoas começaram a se reunir ao redor da cama, formando um círculo de apoio e amor.

 A pomba branca continuava ali, observando tudo com seus olhos serenos. Em meio ao murmúrio de vozes preocupadas e esperançosas, ela parecia irradiar uma energia tranquilizadora. As pessoas começaram a sussurrar orações e palavras de encorajamento para Manoel, como se aquela ave mágica pudesse canalizar suas esperanças.

Com o caldo pronto, Salustiano voltou-se para os fiéis que cercavam Manoel. “Vamos precisar da ajuda de todos vocês,” disse ele, sorrindo gentilmente. “A energia positiva que vocês trazem pode ser tão curativa quanto qualquer remédio.”

Inspirados pelas palavras do médico, os moradores começaram a compartilhar histórias sobre como Manoel havia impactado suas vidas. Cada relato era como um fio que unia todos em uma rede de amor e gratidão.

Enquanto isso, Antônio permaneceu ao lado da cama, segurando a mão de Manoel e sussurrando palavras de encorajamento. Ele sentia que aquele momento era mais do que apenas uma tentativa de salvar um amigo; era uma celebração da comunidade e da força dos laços humanos.

 Com toda aquela energia positiva envolvendo-o, Manoel começou a mostrar sinais de recuperação. Seus dedos se mexeram levemente e um suspiro escapou de seus lábios. A pomba branca se aproximou ainda mais da cabeceira da cama como se estivesse preparando o terreno para um milagre.

Todos na sala prenderam a respiração enquanto aguardavam ansiosamente por um sinal claro de que Manoel estava voltando à vida. E naquele momento mágico, rodeado por amor e fé, algo especial parecia estar prestes a acontecer...

Ana Pujol
Enviado por Ana Pujol em 04/12/2024
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